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(Tradução para o português brasileiro pelo Prof. Antonio Carlos Berardi Junior em Abril de 2004) Propaganda é um tipo específico de apresentação de uma mensagem, com um propósito. Mesmo que contenha informação verdadeira, pode ser parcial e falhar em dar uma idéia do todo. O principal uso do termo é no contexto político. Uma manipulação semelhante de informações é bem conhecida, a publicidade, mas normalmente não é chamada de propaganda, ao menos nesse sentido mencionado.
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Do latim moderno, propaganda quer dizer "para ser espalhado". Em 1622, no início da Guerra dos Trinta anos, o Papa Gregório XV fundou o Congregatio Propaganda Fide ("Congregação para a Propagação da Fé"), um comitê de Cardeais para supervisionar a propagação do Cristianismo pelos missionários enviados para países não-cristãos. Originalmente o termo não não era usado para se referir a informação enganosa. O sentido político atual data da Primeira Guerra Mundial e, originalmente, não era perjorativo.
A propaganda possui várias técnicas em comum com a publicidade; aliás, a publicidade pode ser definida como uma propaganda que promove um produto comercial. No entanto, a propaganda normalmente envolve temas políticos ou nacionalistas. Exemplos de propaganda são panfletos e programas (de rádio/TV) preparados para a audiência do inimigo durante as guerras e a maior parte das publicidades de campanhas políticas. A propaganda é também um dos métodos usados na guerra psicológica.
Num sentido estrito e mais comum do uso do termo, a propaganda se refere à informação deliberadamente falsa ou incompleta que apoia uma causa política ou os interesses daqueles que estão no poder. O propagandista procura mudar a forma como as pessoas entendem uma situação ou problema, com o objetivo de mudar suas ações e expectativas para a direção que interessa ao grupo (no poder). Nesse sentido, a propaganda serve como corolário à censura, na qual o mesmo objetivo é obtido, não por colocar falsas informações nas mentes das pessoas, mas em impedir que estas conheçam a informação verdadeira. O que diferencia a propaganda de outras formas de argumentação é o desejo do propagandista em mudar o entendimento das pessoas através do logro e da confusão, mais que pela persuação e entendimento.
A propaganda é também uma poderosa arma na guerra. Nesse caso, sua função é normalmente desumanizar o inimigo e criar aversão contra um grupo em especial. A técnica é criar uma imagem falsa (desse grupo). Isso pode ser feito usando-se palavras específicas, lacunas de palavras ou afirmando-se que o inimigo é responsável por certas coisas que nunca fez. Em toda propaganda de guerra dois aspectos são necessários: Injustiça e Covardia. A covardia ou a injustiça podem ser fictícias ou ser baseada em fatos, o objetivo é sempre criar ódio.
Exemplos de propaganda:
Num sentido ainda mais estrito, menos comum mas ainda legítimo do termo, a propaganda se refere apenas à informação falsa utilizada para reforçar (idéias) entre os que já acreditam em algo. A assumção é que, se as pessoas acreditam em algo falso, irão ser constantemente ser assoladas por dúvidas. Como estas dúvidas são desprazeirosas (ver dissonância cognitiva), as pessoas são ávidas por eliminá-las, e assim receptivas a reafirmações vidas daqueles que têm poder. Por essa razão a propaganda é comumente endereçada a pessoas que já são simpáticas ao que se afirma.
A propaganda pode ser classificada de acordo com a origem: Propaganda Branca é a que vem de fonte identificada; Propaganda Preta é a que vem de uma pretensa fonte "amiga" mas na verdade vem de um adversário e Propaganda Cinza aquela que pretende vir de uma fonte neutra, mas vem de um adversário.
Veja também : [marketing]], publicidade
A propaganda é uma atividade humana tão antiga quanto os registros de que algo acontece ou aconteceu. Os escritos de romanos como Livy são consideradas obras-primas da propaganda estatal pró-Roma. O termo em si origina da Sagrada Congregação Católica Romana para a Propagação da Fé (sacra congregatio christiano nomini propaganda ou, simplificando, propaganda fide), o departamento da administração pontifícia encarregado da expansão do Catolicismo e da direção dos negócios eclesiásticos em países não-católicos (territórios missionários). A raiz latina propagand_ remete ao sentido de "aquilo que precisa ser espalhado".
As técnicas de propaganda foram cientificamente organizadas e aplicadas primeiramente pelo jornalista Walter Lippman e pelo psicólogo Edward Bernays (sobrinho de Sigmund Freud, no início do século 20. Durante a Primeira Guerra Mundial, Lippman e Bernays foram contratados pelo presidente dos Estados Unidos Woodrow Wilson para influenciar a opinião pública para entrar na guerra ao lado da Inglaterra.
A campanha de propaganda de guerra de Lippman e Bernays produziram em seis meses uma histeria anti-alemã tão intensa que marcou definitivamente os negócios norte-americanos (e Adolf Hitler entre outros) com o potencial da propaganda de larga escala em controlar a opinião pública. Bernays cunhou os termos "mente coletiva" e "consenso fabricado", conceitos importantes na prática da propaganda.
A atual indústria das Relações Públicas é uma derivação direta do trabalho de Lippman e Bernays e continua a ser usada largamente pelo governo dos Estados Unidos. Durante a primeira metade do século 20, os próprios Bernays e Lippman tiveram uma bem-sucedida empresa de relações públicas .
A Segunda Guerra Mundial viu o uso contínuo da propaganda como arma de guerra, tanto pelo propagandista de Hitler Joseph Goebbels como pelo Political Warfare Executive inglês.
A maioria da propaganda na Alemanha foi produzida pelo Ministério da Conscientização Pública e Propaganda ("Promi" na abreviação alemã). Joseph Goebbels foi encarregado desse ministério logo após a tomada do poder por Hitler em 1933. Todos os jornalistas, escritores e artistas foram convocados para registrar-se em uma das câmaras subordinadas ao ministério: imprensa, artes, música, teatro, cinema, literatura ou rádio.
Os nazistas acreditavam na propaganda como uma ferramenta vital para o atingimento de seus objetivos. Adolf Hitler, o Führer da Alemanha, ficou impressionado com o poder da propaganda Aliada durante a Primeira Guerra Mundial e acreditava ter ela sido a causa principal do colapso moral e das revoltas no front alemão e na Marinha em 1918. Hitler se encontrava diariamente com Goebbels para discutir as notícias e Goebbels obter as opiniões de Hitler sobre os assuntos; Goebbels então se reunía com os executivos do ministério e passava a linha oficial do Partido sobre os eventos mundiais. Radialistas e jornalistas precisavam de aprovação prévia antes de seus trabalhos serem divulgados. Mais, Adolf Hitler e alguns outros alto-oficiais nazistas como Reinhard Heydrich não tinham dilemas morais em espalhar propaganda que eles mesmos sabiam ser falsa e deliberadamente difundiam informações falsas como parte da doutrina conhecida como Big Lie
A propaganda nazista pré-Segunda Guerra Mundial visava várias audiênciais distintas:
Até o final da Batalha de Estalingrado, em 4 de fevereiro de 1943, a propaganda alemã enfatizava o progresso das tropas alemãs e a humanidade dos soldados alemãos para com os povos dos territórios ocupados. Em comparação, os ingleses e aliados eram descritos como assassinos covardes, e os norte-americanos em particular como sendo gangsters como Al Capone. Ao mesmo tempo, a propaganda alemã procurou afastar os americanos e os ingleses uns dos outros, e ambos dos soviéticos.
Depois de Estalingrado, o tema principal mudou para a Alemanha como a única defensora da Cultura ocidental Européia contra as "hordas bolshevistas". A criação das "armas de vingança" V-1 e V-2 foi enfatizada para convencer os bretões da inutilidade em tentar vencer a Alemanha.
Goebbels suicidou-se logo após Hitler em 30 de Abril de 1945. Em seu lugar, Hans Fritzsche, que havia sido o executivo da Câmara do Rádio, foi julgado e absolvido pelos Tribunais de Nuremberg.
Tanto os Estados Unidos como a União Soviética utilizaram amplamente a propaganda durante a Guerra Fria. Os dois lados usaram filmes, programas de televisão e de rádio para influenciar seus próprios cidadãos, ao outro e as nações do Terceiro Mundo. A Agência de Informação dos Estados Unidos operava a Voz da América como uma estação oficial do governo. A Radio Free Europe e a Rádio Liberty, em parte apoiadas pela CIA, emitiam propaganda cinza nas notícias e nos programas de entretenimento na Europa Ocidental e União Soviética respectivamente. A estação oficial do governo soviético, a Rádio Moscow, difundia propaganda branca, enquanto a Rádio Paz e Liberdade emitia propaganda cinza. Os dois lados também faziam propaganda preta, em especial na época de crises.
A disputa ideológica e de fronteira entre a União Soviética e a China resultou em inúmeras operações pós-fronteira. Uma técnica desenvolvida durante esse período era a transmissão "ao contrário", na qual o programa de rádio era gravado e transmitido de trás para a frente.
Nas Américas, Cuba serviu como a maior fonte e objeto de propaganda por estações tanto pretas como brancas, operadas pela CIA e grupos cubanos exilados. A Rádio Habana Cuba, por sua vez, difundia programação original, recebida da Rádio Moscow e retransmitia A Voz do Vietnã junto com testemunhos dos habitantes da Pueblo norte-americana.
Uma dos maiores autores da Guerra Fria foi George Orwell, cujas obras "A Revolução dos Bichos" e "1984" são exemplos virtuais do uso da propaganda. Embora não ambientados na União Soviética, seus personagens vivem em regimes autoritários nos quais a linguagem é constantemente corrompida para propósitos políticos. Essas obras foram utilizadas como propaganda explícita. A CIA, por exemploo, financiou secretamente uma adaptação para cinema de animação do livro "A Revolução dos Bichos" nos anos 1950.
Algum tempo tem se dedicado para analisar os significados pelos quais as mensagens de propaganda são transmitidas, e este trabalho é importante, mas é claro que estratégias de disseminação da informação só se tornam estratégias de propaganda quando associadas a mensagens propagandísticas. Identificar estas mensagens de propaganda é um pré-requisito necessário para estudar os métodos utilizados para divulgação destas mensagens. Por isso é essencial ter algum conhecimento das seguintes técnicas de geração de propaganda:
Apelo ao medo: O Apelo ao medo busca suporte instigando medo na população em geral - por exemplo Joseph Goebbels explorou o Alemães precisam (perish), de Theodore Kaufman, para citar que os Aliados prouraram o extermínio do povo alemão. (alguem traduza isto melhor, pls) Appeal to fear: Appeals to fear seeks to build support by instilling fear in the general population - for example Joseph Goebbels exploited Theodore Kaufman's Germany Must Perish! to claim that the Allies sought the extermination of the German people.
Apelo à autoridade: Apelo à autoridade cita uma figura proeminente para apoiar um posicionamento, idéia, argumento ou alguma ação em desenvolvimento.
Bandwagon: Bandwagon-and-inevitable-victory appeals attempt to persuade the target audience to take a course of action "everyone else is taking." "Join the crowd." This technique reinforces people's natural desire to be on the winning side. This technique is used to convince the audience that a program is an expression of an irresistible mass movement and that it is in their interest to join. "Inevitable victory" invites those not already on the bandwagon to join those already on the road to certain victory. Those already, or partially, on the bandwagon are reassured that staying aboard is the best course of action.
Obtain disapproval: This technique is used to get the audience to disapprove an action or idea by suggesting the idea is popular with groups hated, feared, or held in contempt by the target audience. Thus, if a group which supports a policy is led to believe that undesirable, subversive, or contemptible people also support it, the members of the group might decide to change their position.
Glittering generalities: Glittering generalities are intensely emotionally appealing words so closely associated with highly valued concepts and beliefs that they carry conviction without supporting information or reason. They appeal to such emotions as love of country, home; desire for peace, freedom, glory, honor, etc. They ask for approval without examination of the reason. Though the words and phrases are vague and suggest different things to different people, their connotation is always favorable: "The concepts and programs of the propagandist are always good, desirable, virtuous."
Rationalization: Individuals or groups may use favorable generalities to rationalize questionable acts or beliefs. Vague and pleasant phrases are often used to justify such actions or beliefs.
Intentional vagueness: Generalities are deliberately vague so that the audience may supply its own interpretations. The intention is to move the audience by use of undefined phrases, without analyzing their validity or attempting to determine their reasonableness or application
Transfer: This is a technique of projecting positive or negative qualities (praise or blame) of a person, entity, object, or value (an individual, group, organization, nation, patriotism, etc.) to another in order to make the second more acceptable or to discredit it. This technique is generally used to transfer blame from one member of a conflict to another. It evokes an emotional response which stimulates the target to identify with recognized authorities.
Oversimplification: Favorable generalities are used to provide simple answers to complex social, political, economic, or military problems.
Common man: The "plain folks" or "common man" approach attempts to convince the audience that the propagandist's positions reflect the common sense of the people. It is designed to win the confidence of the audience by communicating in the common manner and style of the audience. Propagandists use ordinary language and mannerisms (and clothes in face-to-face and audiovisual communications) in attempting to identify their point of view with that of the average person.
Testimonial: Testimonials are quotations, in or out of context, especially cited to support or reject a given policy, action, program, or personality. The reputation or the role (expert, respected public figure, etc.) of the individual giving the statement is exploited. The testimonial places the official sanction of a respected person or authority on a propaganda message. This is done in an effort to cause the target audience to identify itself with the authority or to accept the authority's opinions and beliefs as its own.
Stereotyping or Labeling: This technique attempts to arouse prejudices in an audience by labeling the object of the propaganda campaign as something the target audience fears, hates, loathes, or finds undesirable.
Scapegoating: Assigning blame to an individual or group that isn't really responsible, thus alleviating feelings of guilt from responsible parties and/or distracting attention from the need to fix the problem for which blame is being assigned.
Virtue words: These are words in the value system of the target audience which tend to produce a positive image when attached to a person or issue. Peace, happiness, security, wise leadership, freedom, etc., are virtue words.
Slogans: A slogan is a brief striking phrase that may include labeling and stereotyping. If ideas can be sloganized, they should be, as good slogans are self-perpetuating memes.
Ver também fala dupla , information warfare, meme, psyops
Métodos comuns para transmitir mensagens de propaganda incluem noticiáios, comunicações oficiais, revisões histórias, propaganda, livros, folhetos, filmes de propaganda, rádio, televisão e pôsteres.
See also: filme de propaganda , Falácia Lógica, meios de comunicação política, ideologia, spin, relações públicas , marketing, Information warfare, CNN, BBC, agitprop
Propaganda foi uma banda pop inglesa dos anos 1980 liderada por Paul Morley e [Trevor Horn]], selo ZTT .
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